Desafio Guinness: 18 Horas, 53 Minutos, 00 Segundos

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Mas não se revelou tarefa fácil. Enfrentar uma sociedade que olhava para mim como alguém diferente, e me fazia sentir um “bicho de sete cabeças” que pertencia a outro mundo era missão complicada. Afinal de contas eu era simplesmente um jovem numa cadeira de rodas e com vontade de viver a vida como qualquer outra pessoa.

De regresso a casa matriculei-me na escola preparatória Diogo Cão. Queria fazer mais uns anos de escolaridade pois antes de ser operado apenas tinha concluído o 6.º ano. Não aguentei muito tempo por lá. A diferença de idades era muito grande. Nessa altura eu tinha 20 anos e a média de idades dos meus colegas era 11, 12 anos. Deixei de estudar.

Fui trabalhar para um salão de jogos, num centro comercial perto de minha casa, onde me mantive durante 5 anos. Arrisquei a sorte e aluguei um clube de vídeo no mesmo centro comercial. Não tinha transporte próprio e precisava de deslocar-me ao Porto onde os vídeos eram mais baratos. Consegui mantê-lo por um ano mas a minha falta de mobilidade prejudicou-me o negócio.

Fiquei sem ocupação até ao dia que conheci uma pessoa também deficiente. Era dirigente de uma associação de deficientes e convidou-me para ser sócio. Assim passaria a fazer parte da associação e de uma equipa de basquetebol. Entrei então para a equipa dessa Associação onde permanecemos no Campeonato Nacional e Taça de Portugal por 5 anos.

No ano de 2000 fui chamado para os estágios da Selecção Nacional de Basquetebol em cadeira de rodas e ate 2002 fiz parte da nossa Selecção.

Através desta associação tirei também o curso de auxiliar administrativo informático no Instituto de Formação Profissional de Vila Real. Quando acabei procurei emprego mas não foi fácil encontrar essa oportunidade. Surgiu. Durante 4 anos fui secretário (voluntário) da Associação de Deficientes Motores Transmontanos.

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